Como uma fintech reduziu 40% seus gastos com escritório

Coworking e Trabalho Flexível: Como uma Fintech Latinoamericana Transformou sua Estratégia de Espaço
No início de 2025, uma fintech latinoamericana com mais de 40 colaboradores enfrentava um dilema silencioso, mas cada vez mais evidente: seu escritório já não representava a forma como trabalhavam.
O contrato de 300 m² parecia, no papel, um ativo estratégico. Na prática, era um espaço superdimensionado para um time que ia apenas 2 ou 3 vezes por semana e que em muitos casos trabalhava diretamente de outras cidades.
O resultado: menos de 40% de uso real.
Cada mesa vazia era um lembrete de como aquele esquema tinha se tornado ineficiente.
O problema: pagar por metros quadrados que ninguém usa
O aluguel, as despesas e a manutenção representavam mais de 8% dos custos operacionais fixos da empresa.
Em um mercado onde as fintechs precisam se mover rápido, essa rigidez era um peso morto. O custo não era apenas financeiro: também era cultural.
- O time percebia o escritório como um ônus mais do que como um recurso.
- O espaço estava associado a obrigação e despesa, não a colaboração nem encontro.
- As decisões de contratação estavam limitadas a quem morava perto da sede.
O que uma vez foi um símbolo de crescimento tinha se tornado uma âncora.
A decisão: redesenhar o modelo de trabalho
Em vez de renovar o contrato, a diretoria decidiu fazer uma pergunta fundamental:
Precisamos de um escritório fixo, ou precisamos de acesso a espaços que acompanhem como trabalhamos hoje?
A resposta se transformou em uma estratégia híbrida desenhada sob medida:
- Acesso a coworkings flexíveis para todo o time. Qualquer pessoa podia reservar um espaço profissional sempre que necessário.
- Presença fixa 2 vezes por semana no mesmo local. Manteve-se um ponto de encontro regular, mas focado e intencional.
- Orçamento mensal para quem vivia em outras cidades. Assim, também tinham acesso a coworkings próximos, evitando desigualdades dentro do time.
Os resultados: números e cultura
O impacto foi imediato:
- 40% menos de despesa imobiliária mensal.
- Zero metros quadrados pagos sem uso.
- Melhora na percepção de bem-estar, segundo pesquisa interna.
- Maior participação em encontros presenciais, porque deixaram de ser obrigatórios e passaram a ser desenhados com propósito.
Mas o mais importante foi intangível: o espaço voltou a estar alinhado com a forma real de trabalhar.
Em vez de pagar por mesas vazias, a fintech investiu em encontros significativos e flexibilidade real.
Além da economia: uma mudança de mentalidade
O interessante dessa história é que a economia foi apenas a ponta do iceberg.
- A empresa conseguiu contratar talento em outras cidades, sem se preocupar com mudanças nem transferências.
- O time começou a valorizar mais os momentos presenciais, porque tinham um propósito claro.
- A cultura deixou de depender de paredes e metros quadrados, e começou a se construir com base em experiências compartilhadas.
Esse giro mostrou que o verdadeiro poder da flexibilidade não está em gastar menos, mas em usar melhor o que se paga.
A grande pergunta que fica
Muitas empresas na LATAM ainda estão presas em contratos longos com escritórios que não são mais usados como antes. E, paralelamente, enfrentam custos crescentes e dificuldades para atrair talentos diversos.
A fintech deste caso encontrou uma saída que não foi mágica nem radical: simplesmente começou a fazer melhores perguntas.
Seu escritório atual é usado ou apenas se paga por ele? O espaço acompanha a forma real como seu time trabalha? O que aconteceria se o local de trabalho fosse um serviço flexível em vez de um contrato fixo?
O futuro do trabalho não está em ter mais metros quadrados, mas em ter espaços que respondam ao uso real e à estratégia do negócio.
O caso desta fintech o demonstra: redesenhar onde trabalhamos nem sempre implica mais orçamento. Às vezes, apenas implica mudar a forma de pensar o espaço.
E essa decisão, longe de ser apenas imobiliária, pode transformar a produtividade, a motivação e a cultura de um time inteiro.