HR Top Voices: Julieta Valerga

Desky
4 de mayo de 2026
6 min de lectura
HR Top Voices: Julieta Valerga
Sobre People Analytics, IA em RH e como tomar decisões estratégicas com dados integrados

HR Top Voices

Tem gente de RH que fala em transformar a área. E tem gente que faz.

HR Top Voices é a série da Desky onde a gente passa o microfone para os segundos. Cada texto é uma conversa real com um líder de Recursos Humanos que está navegando os mesmos desafios que você: times distribuídos, pressão para ser mais estratégico, tecnologia que promete muito e entrega pouco, e aquela pergunta de sempre sobre como fazer mais com menos.

Não buscamos cases de sucesso perfeitos. Buscamos olhares honestos. Aqueles que te fazem pensar "isso acontece comigo também" e que te dão vontade de fazer algo diferente amanhã.

Esta edição: Julieta Valerga, Business Services Manager (Talent, Administration & Operations Manager) na Black Puma


Parar de apagar incêndios para começar a preveni-los

Se você já sentiu que RH tem mais potencial do que o resto da organização deixa ele mostrar, Julieta Valerga pensou nisso antes de você. E fez.

Hoje é Business Services Manager na Black Puma, com foco em Talent, Administração e Operações e reporta direto ao CEO. Mas a parte que mais importa não é o cargo. É o que ela fez para chegar lá: criou do zero uma área que não existia, porque entendeu que dados isolados não servem. E que RH pode (e deveria) ser a área que mais clareza traz quando há decisões difíceis sobre a mesa.

A gente conversou com ela. Isso é o que ela nos disse.


"Dados sobram. O que falta é integração."

Julieta não fala de data-driven HR como conceito. Ela operacionaliza.

"Ter dados não é suficiente. O importante é integrá-los com uma visão sistêmica que permita priorizar, antecipar e decidir com critério."

A diferença entre um relatório de RH e uma conversa de impacto com o C-Level? Contexto. Quando a informação chega integrada, não como métricas da área mas como evidência de negócio, a conversa muda. Deixa-se de falar de pessoas no abstrato e começa-se a falar de cenários, consequências e ROI.

E isso, numa sala de diretores, é tudo.


Criou uma área do zero. Aqui está o porquê.

Quando Julieta propôs criar a área de Business Services na Black Puma, não foi para somar um setor a mais no organograma. Foi porque ela viu algo que os outros não estavam vendo: que os dados das áreas não técnicas (finanças, operações, pessoas) contavam a mesma história mas de ângulos diferentes, e que ninguém estava integrando eles.

"Ao processar a informação em conjunto, fica possível antecipar cenários e contribuir com maior clareza na tomada de decisões", explica.

Simples em teoria. Complexo de executar. Mas Julieta fez mesmo assim.


O que RH deveria parar de fazer (já)

A gente perguntou o que ela diria para um líder de RH ganhar tempo estratégico. Ela não pensou duas vezes:

"Que deixe de gastar energia em tarefas operacionais que podem ser automatizadas e comece a redesenhar o papel da área com apoio em tecnologia e IA."

Não é eficiência pela eficiência. É liberar capacidade mental para fazer o que realmente agrega valor: ouvir o negócio, antecipar necessidades, acompanhar decisões.

Quem fica aprovando cada reserva na mão, validando acessos, respondendo as mesmas perguntas no Slack uma e outra vez não está sendo cuidadoso. Está sendo lento. E essa lentidão tem custo.


Onde se perde dinheiro de forma invisível

"Em processos mal desenhados, reprocessos e decisões que são tomadas sem informação completa."

Isso respondeu quando a gente perguntou onde as organizações sangram sem perceber. E é brutal na sua precisão, porque nomeia o que todos intuem mas poucos medem: os tempos duplicados, as responsabilidades que ninguém assume, os critérios que não estão escritos em lugar nenhum.

"O invisível não é que não exista, mas que nem sempre se traduz em indicadores que o tornem evidente."

Tem organização gastando uma fortuna em ineficiências que não aparecem em nenhum dashboard. Julieta diz que o trabalho de RH é, entre outras coisas, torná-las visíveis.


IA em RH: Integrador na cultura

"A tecnologia soma quando resolve uma fricção real do processo e libera tempo para tarefas de maior valor estratégico. Distrai quando é incorporada por moda ou por pressão externa."

O critério para decidir o que automatizar? Avaliar se melhora eficiência, reduz erros ou traz informação útil para decidir. Se só agrega complexidade, provavelmente não vale.

E sobre o papel de RH na adoção de IA dentro das organizações: não guardião, não facilitador. Integrador. Que acompanhe a mudança cultural, que construa o marco, que combine inovação com critério e responsabilidade.


O que RH deveria medir em 2026 (e quase ninguém está medindo)

A resposta dela surpreende pela precisão:

A capacidade adaptativa da organização.

Não a implementação de mudanças, mas o nível real de adesão, compreensão e apropriação dessas mudanças por parte dos times. A velocidade com que uma empresa incorpora novas tecnologias. Como convivem distintas gerações frente ao avanço.

"A resistência silenciosa, a falta de entendimento ou a sobrecarga mal gerenciada podem atrasar objetivos estratégicos sem que seja evidente."

Medir adaptação não é só um tema cultural. É uma variável de competitividade.


Uma última pergunta. A mais humana.

A gente perguntou o que ela diria para a versão dela mesma de três anos atrás, antes de propor a área.

"Que confie um pouco mais em si mesma. Que as coisas vão dar certo. Que não sofra tanto pensando em 20 cenários diferentes, muitos dos quais nem chegam a acontecer. Que desfrute mais o processo e, sobretudo, que também reserve tempo para valorar as conquistas."

Tem líder de RH lendo isso agora mesmo que precisava ouvir exatamente isso.


Para quem gere times remotos e ainda lida com múltiplos provedores de espaços

Julieta trabalha em uma empresa 100% remota. E quando a gente perguntou o que Desky resolve no dia a dia dela, ela foi direta:

"Desky nos ajuda a organizar e dar rastreabilidade a um benefício que, se não for gerenciado com clareza, pode gerar desvios invisíveis no orçamento e no acompanhamento. Centralizar a informação de coworking permite estabelecer limites, monitorar uso e tomar decisões com dados concretos ao invés de suposições."

E acrescentou algo que vale a pena guardar: "Uma ferramenta soma quando combina eficiência operacional com uma experiência humana próxima e resolutiva. Nesse equilíbrio é onde encontro valor na Desky."

Se você gere espaços para um time distribuído em mais de uma cidade, faz sentido conhecer como funciona.

👉 Explore o plano empresas da Desky


Seu time trabalha de forma distribuída e você ainda gerencia múltiplos contratos de coworking? Tem um jeito mais simples. 👉 Conheça Desky para empresas


Julieta Valerga é Business Services Manager (Talent, Administration & Operations) na Black Puma. Especialista em People Analytics e IA aplicada a RH, com foco em integrar pessoas, dados e negócio para tomar melhores decisões estratégicas.

Publicado pelo time da Desky — Março 2026